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Introdução

Uma mudança voluntária na forma de gerir as empresas... para um mundo melhor
A Comissão das Comunidades Europeia, no Livro Verde
que lançou sobre a temática, define a Responsabilidade Social como «um comportamento que as empresas adoptam
voluntariamente e para além das prescrições legais, porque consideram ser esse o seu interesse a longo prazo».
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Ou seja é a integração dos valores do Desenvolvimento Sustentável o desenvolvimento que permite às
gerações presentes satisfazer as suas necessidades, sem pôr em causa a mesma possibilidade às gerações
futuras em toda a gestão das empresas: «as empresas têm de integrar nas suas operações o impacto
económico, social e ambiental».
Do que se fala aqui é de uma gestão baseada nos 3 P's, ou
na Triple Bottom Line, ou seja, uma gestão
norteada por objectivos relacionados não só com os proveitos, tal como era antigamente, mas também com
uma preocupação com o planeta e com as pessoas.
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A Responsabilidade Social, tal como é definida no documento da Comissão Europeia, «implica uma abordagem
por parte das empresas que coloca no cerne das estratégias empresariais as expectativas de todas as
partes envolvidas e o princípio de inovação e aperfeiçoamento contínuos».
A empresa passa assim a ter uma relação muito mais estreita com todo o seu meio envolvente, interno
e externo, e tem de justificar a sua actuação perante todos os que contribuem para sua existência:
colaboradores, fornecedores, accionistas, clientes, comunidade...
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Muitas vezes, e durante muito tempo, erradamente, confundiu-se a Responsabilidade Social com acções
de filantropia ou de mecenato, acções pontuais e muitas vezes desligadas do objecto de negócio da
empresa. Naturalmente, estas acções podem fazer parte da Responsabilidade Social de uma empresa mas,
por si só, não tornam uma empresa socialmente responsável.
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O caminho da Responsabilidade Social é algo de muito mais metódico e sistemático, precisamente porque
é central e transversal a toda a actuação da empresa. Para começar este percurso é preciso fazer
um diagnóstico, inventariar todos os potenciais impactos negativos da actividade, ouvir as partes
interessadas e fazer um plano que estará, naturalmente, sempre em evolução e em mudança.
A empresa torna-se socialmente responsável à medida que concretiza esse plano, à medida que concretiza
essa genuína vontade de participação e mudança.
É certo que este caminho envolve custos, mas esses custos podem e devem cada vez mais ser vistos
como um investimento: um investimento nas gerações futuras, naturalmente, mas, e a muito mais curto
prazo, também um investimento com claros benefícios na solidez, na imagem, na capacidade da empresa
em fazer face aos imprevistos e no seu valor.
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