contactos mapa do site registo newsletter pesquisa recursos

 Quem somos
 Imprensa
 Parcerias
 Clientes

 Introdução
 Estratégia
 Gestão
 Comunicação

 Origem e evolução
 Os grandes desafios
 Investigação SDC
Home > Acontece

A circulação de bens e pessoas tem impactes muito significativos a nível económico, ambiental e social. Os padrões de mobilidade induzidos pelas empresas influenciam a qualidade de vida dos cidadãos e a produtividade dos agentes económicos. De forma a capitalizar a eficiência e a eficácia da mobilidade e a reduzir os seus impactes, as empresas recorrem a estratégias como a promoção do transporte público ou o recurso a novas tecnologias.

Numa economia global a circulação de bens e pessoas representa uma actividade intensa. Em Portugal, dezenas de milhões de toneladas de produtos são carregadas e descarregadas, todos os anos, sendo que 95% das mercadorias são transportadas por estrada. A utilização dos meios rodoviários é ainda mais significativa tendo em conta o crescente uso do transporte individual. A mobilidade tem uma influência evidente na vida dos cidadãos e no ambiente, representando um desafio para as empresas que encontram na inovação ao nível da gestão e na tecnologia a resposta para alguns dos problemas relacionados. A optimização dos seus recursos, a utilização de energias alternativas, a sensibilização dos colaboradores e o recurso a dispositivos tecnológicos são algumas das apostas empresariais com retorno concreto. Em 2008, circularam no nosso país mais de 63 mil veículos de mercadorias, percorrendo cerca de 3.610 milhões de quilómetros - o impacte dos transportes é claro ao nível da emissão de gases e do ruído. A mobilidade tem ainda um impacte significativo na qualidade de vida e na segurança dos cidadãos. Se por um lado o custo social dos acidentes rodoviários é bastante elevado, por outro, a fluidez da circulação influencia de forma directa o quotidiano dos condutores. As empresas são o principal agente de mobilidade, quer de pessoas (colaboradores, clientes, fornecedores ou outros) quer de mercadorias. Actualmente, mais de 50% da população mundial vive em cidades, sendo que, na União Europeia, a população urbana excede os 500 milhões de habitantes. Os padrões de mobilidade induzidos pelas empresas têm um impacte directo no desempenho laboral dos seus colaboradores, representando um factor crítico para a produtividade. Estas questões estão a gerar desafios e oportunidades de inovação. A elaboração e consolidação de planos de acção pelos players envolvidos nas questões da mobilidade, com destaque para o tecido empresarial como um todo e para as empresas especializadas em transportes e logística em particular; potencializam a melhoria contínua das condições de deslocação e a diminuição dos impactes dos transportes. Numa lógica de Sustentabilidade, a concepção e implementação dos planos de mobilidade, além de irem ao encontro das orientações estratégicas comunitárias e nacionais, acrescentam valor e potenciam ganhos de eficiência e eficácia. É o caso da promoção da ciclo-mobilidade ou outros veículos de duas rodas, do transporte público, da utilização mais eficiente de viaturas individuais, do uso de autocarros da empresa e de carpooling e da definição de medidas de gestão de parques de estacionamento. Os planos de mobilidade empresarial apresentam um conjunto de vantagens para os colaboradores, desde as facilidades no acesso e estacionamento e a redução de custos, à promoção de estilos de vida saudáveis. A satisfação dos colaboradores, a imagem institucional, a utilização eficiente de veículos e a redução de custos são algumas das vantagens para as empresas. Ao nível dos transportes, apesar do aumento do número de veículos, o desenvolvimento de motores mais eficientes por parte dos construtores automóveis, aliado à aposta em combustíveis alternativos, como os biocombustíveis e a electricidade, contribuem para a diminuição significativa das emissões de CO2. O trabalho ao nível da redução do peso e resistência dos veículos acompanha o desenvolvimento de tecnologias inovadoras, das quais se destacam os veículos com células de combustível. O desenvolvimento de novas tecnologias viabiliza a redução dos impactes negativos da mobilidade, sem comprometer a sua funcionalidade. De facto, as novas tecnologias dispensam, em muitos casos, as deslocações para reuniões profissionais e viabilizam o trabalho a partir de casa, além de possibilitarem, entre outros serviços, a tele-medicina ou a educação (e-learning), para além das clássicas conferências temáticas. Como exemplo, as tecnologias de informação enquanto fenómeno potenciador de uma maior proximidade, constituem redes globais que além de permitirem o contacto entre milhões de pessoas das diversas partes do mundo, definem autênticas auto-estradas de informação. As empresas desenvolvem, assim, um papel fundamental no equilíbrio da utilização e desempenho dos diversos transportes e na definição de uma política de mobilidade empresarial mais humana e racional, assegurando o compromisso com o conceito de liberdade individual, o qual materializa um novo direito de cidadania. Este posicionamento das empresas tem em consideração o bem-estar dos colaborares e da sociedade e, além de contribuir para o desenvolvimento e consolidação de uma estratégia de transportes alternativos que se adapte às configurações do nosso território, estimula as soluções tecnológicas, investindo na inovação enquanto resposta para os novos desafios da mobilidade.

Artigo escrito pela SDC para a Newsletter Sustentabilidade n.º 21 do BCSD Portugal.



< voltar