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Os grandes desafios


Água

Menos de 3% da água mundial é doce. Destes 3%, 2,5% são gelo retido nos glaciares dos pólos. Restam 0,5 % para satisfazer as necessidades da Humanidade – hoje, 6,5 bilhões de pessoas e mais de nove bilhões em 2050, que dependem do acesso e da qualidade da água para a sua alimentação, saúde e para todas as suas actividades económicas. Ler +


Educação

Numa Sociedade a que chamamos “Sociedade do Conhecimento”, existem cerca de 774 milhões de adultos iletrados, quase um quinto da população mundial. 132 milhões têm entre 15 e 24 anos. As desigualdades regionais são gritantes: por um lado, há um grupo de apenas 15 países, onde vivem 75% das pessoas iletradas (só na Índia vivem 34,6% desse total). Por outro lado, subsistem as disparidades entre géneros no acesso à educação, o que significa que 64% dos adultos iletrados continuam a ser mulheres e, por cada 100 homens adultos que sabem ler e escrever, apenas 88 mulheres têm as mesmas habilitações. Ler +


Pobreza

Dois terços da Humanidade vivem na pobreza - o maior desafio dos países que no futuro vão representar 85% da população mundial. Cerca de 2,7 bilhões de pessoas continuam a viver com menos de dois dólares por dia. Desde 2007, a crise alimentar toma proporções cada vez mais alarmantes. O objectivo das Nações Unidas de reduzir de metade até 2015 o número de pessoas que sofrem da fome parece cada vez difícil de atingir. Ler +


Saúde

A OMS define saúde como “um estado de bem-estar físico, mental e social e não apenas por ausência de doença”. O tema da saúde abrange questões tão diversas como a esperança de vida; taxas de mortalidade infantil e maternal; malnutrição; acesso à saúde; seguros e infra-estruturas; investigação; número de médicos per capita; despesas e políticas relacionadas com a saúde.

A esperança média de vida subiu dos 46 anos (1950) para os 65 anos (2000); e estima-se que em 2050 aumente para os 75 anos de idade. Contudo, existem grandes disparidades nas taxas de nascimento e de mortalidade. As doenças infecciosas são ainda a principal causa de morte nos países em desenvolvimento afectando mais de metade das populações comparando com menos de um quarto das populações afectadas por este tipo de doenças nos países desenvolvidos. Por outro lado, doenças relacionadas com o tabagismo, obesidade, doenças cardiovasculares e cancro, que antigamente se julgavam “típicas” dos países ricos, começam a ser recorrentes também nos países em desenvolvimento. Os sistemas de saúde têm também de ser revistos de forma a dar resposta a estas novas realidades. Ler +