contactos mapa do site registo newsletter pesquisa recursos

 Quem somos
 Imprensa
 Parcerias
 Clientes

 Introdução
 Estratégia
 Gestão
 Comunicação

 Origem e evolução
 Os grandes desafios
 Investigação SDC
.água
.educação
.pobreza
.saúde
Educação

Em quase todos as regiões do mundo a taxa de escolaridade era de mais de 90% em 2006 e muitos países estavam quase a alcançar o objectivo de escolaridade primária universal definido pelos Objectivos do Milénio. O número de crianças não escolarizadas passou de 103 milhões em 1999 para 73 em 2006, contudo com grandes disparidades regionais: uma taxa de 90% no Sudeste Asiático, 71% na África Subsariana.

Entre 1990 e 2004, a China reduziu o número de iletrados em 94 milhões, contribuindo decisivamente para a recuperação mundial. Outro progresso prende-se com o aumento para 85% (face aos 79% anteriores) de crianças a concluir o primeiro ciclo. A continuidade é actualmente o grande desafio: nos países em desenvolvimento, menos de 55% dos adolescentes frequentam a escola secundária - o factor determinante é sempre a pobreza. Em quase todos os países, a escola primária é gratuita, mas os transportes e o material escolar podem representar custos inacessíveis para as famílias. As crianças que não frequentam a escola trabalham para assegurar a sobrevivência das suas famílias. Em 2004, a OIT estimava que 190 milhões de crianças entre 5 e 14 anos (16%) tinham uma actividade, 70% na agricultura.

Outra barreira tem que ver com os valores sociais e culturais que levam à exclusão das raparigas; as guerras, por exemplo, também afastam das escolas 43 milhões de crianças, sendo que a pobreza é a maior causa e a falta de educação é também um das maiores causas de pobreza…e no entanto segundo a UNESCO a educação básica recebe uma parte marginal da Ajuda Oficial ao Desenvolvimento (2,6% do total - dados do Relatório Literacy for Life, 2006).

Nos países em desenvolvimento, os governos têm uma capacidade reduzida para investir na educação, escolhendo preferencialmente o sector energético ou militar. Os orçamentos muito insuficientes alocados à educação explicam a falta de infra-estruturas e a baixa qualificação dos professores.

O que pode fazer o sector privado? Na publicação do WBCSD “Business with the World”, a organização empresarial que lidera os temas da sustentabilidade, alerta para a responsabilidade política – “a educação é uma responsabilidade chave dos governos” mas assume também o papel importante das empresas que procuram profissionais qualificados. Neste contexto, as empresas estão dispostas a contribuir para a educação através de parcerias estabelecidas com os responsáveis políticos.

Exemplos de iniciativas: educação para adultos proposta aos colaboradores e fornecedores; bolsas para apoiar cursos universitários; selecção de fornecedores que não recorram ao trabalho infantil; disponibilização de serviços de logística que facilitem o acesso à escola (transportes, por exemplo); financiamento de escolas para os filhos dos colaboradores, etc.


                                                                                                               
< voltar